sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não está na internet

Hoje ao clicar num link, me deparei com a seguinte frase:

"Lo siento, pero estás buscando algo que no está aquí".

Parei e pus-me a pensar, onde está o que procuro?
...

terça-feira, 24 de abril de 2012

O princípio da casualidade anula o princípio da relação?

Tantas coisas começam por acaso e terminam como um jogo”. Fiquei pensando nessa frase do Cortázar outro dia.

O que é uma relação casual? Essas duas palavras, no final das contas, se anulam? Qual será então o ponto de convergência entre relacionamento e casualidade?

Durante tanto anos de “relacionamentos casuais” e namoros abertos nunca essas questões me vieram tão à tona quanto agora, quando comecei a sair com uma pessoa que, de alguma forma, parecia estar muito certa de que “casualidade” e “relação”, ao contrário de nós duas, não andam juntas.

Nos conhecemos casualmente uma certa noite. Casualmente fomos pra minha casa e tivemos, casualmente, um sexo casual. Casualmente, também, ela anotou seu número de telefone na embalagem do chocolate que estava ao lado da minha cama. Casualmente mandei-lhe uma mensagem no dia seguinte, solicitando sua presença e demonstrando que, casualmente, gostaria de vê-la novamente, uma coisa que a pele não suportaria ficar sem dizer. Durante várias semanas e noites passamos trocando conversas e bons dias, encontrando-nos totalmente sem compromisso, ainda que com ponto de encontro e horário pra sair. Dormimos abraçadas, discutindo, amando, odiando, com raiva, com sono, com desejo, com saudade, tudo sempre casual. Ainda dentro dessa questão da casualidade, por várias vezes decidimos que devíamos nos separar, mas, também, um tanto de vezes reatamos a casualidade, porque, né, batia um pouco de saudade, eu acho. Entretanto, pode-se dizer que por termos, assim, algo tão casual, acho que no fundo, no fundo, o sentimento que ficava é que nenhuma dessas duas coisas – separar ou reatar – pareciam, afinal, fazer sentido. O caso é que tínhamos tantas coisas casuais juntas que, pelo menos eu, já não conseguia distinguir relação de acaso. A questão que fica é: como proceder quando a coisa tende à relação, mas o acaso impera?

O “acaso-relação” estava sendo tratado como acaso, ainda que fosse uma relação, então o que temos ou não temos virou uma questão léxica, mas isso também me fez perceber que a palavra “casual” estava sendo usada com uma espécie de jogo, pois acionada para “simplificar” algo que não estava tão simples. Então foi assim que as coisas começaram casualmente e terminaram como um jogo.

sábado, 31 de março de 2012

Rockers 1978

Sobre "Rocker's - It's Dangerous" - análise providencial feita por alguém que não sei quem, mas taí.



Rockers - "It’s Dangerous" completa 30 anos de idade mantendo o status de "A obra prima Cinematográfica do Reggae". Em 1976, Ted Bafaloukos fez uma proposta a Patrick Hulsey que consistia em fazer um documentário sobre o Reggae. Ted, que já havia viajado diversas vezes para a Jamaica havia construído uma relação de amizade e parceria com diversos músicos e produtores da ilha. Após uma longa conversa com Patrick, Ted o convenceu a produzir o filme que entraria para a história do Reggae. Ainda em 1976, ano em que viajaram 3 vezes para a Jamaica, ambos encontraram grandes nomes como Burning Spear, o produtor Jack Ruby, Leroy "Horsemouth" Wallace, Richard "Dirty Harry" Hall, além de Lee Perry e Kiddus-I, que os encorajaram a seguir em frente. "Horsemouth" e "Dirty Harry" foram os guias da dupla e sua equipe pela Jamaica e não foi por acaso que se tornaram as duas estrelas do filme, o que causou um verdadeiro "disse-me-disse" entre a comunidade do Reggae Jamaicano na época. Ao final de 1976, finalmente eles conseguiram fazer algumas filmagens de como seria o filme e levaram para Nova York, onde procuraram por alguns investidores dispostos a bancar a obra prima. Obstáculos financeiros transpassados, o filme começou a ser filmado no verão de 1977 e retomado no inverno de 1978, ano em que Bob Marley retornou à Jamaica após a tentativa de assassinato que sofreu em sua casa na capital Kingston - em 1976. Durante esse tempo Marley se exilou nas Bahamas e só retornou para um dos shows mais importantes já promovidos na Jamaica - o "One Love Peace Concert". O filme Rockers foi filmado num momento crítico na política local, onde existia uma rivalidade muito grande entre a JLP (Jamaica Labor Party) e o PNY (Peoples National Party). O JLP, partido da direita Jamaicana era apoiado pelos Estados Unidos e liderado por Edward Seaga, enquanto que o PNY era liderado por Michael Manley, eleito Primeiro Ministro no ano de 1976, quando a Equipe responsável pelo filme visitou a Ilha em busca de artistas dispostos a encarar o desafio. Os dois partidos rivais instituiam uma verdadeira Guerra Civil na capital Jamaicana, travada principalmente entre jovens que eram recrutados para "lutar" pelos interesses políticos de cada um. Esses jovens eram chamados de "Rude-boys" e formavam verdadeiras gangues de foras da lei que lutavam contra a polícia e promoviam o terror em Kingston. O problema de segurança na Ilha era tão grave que em 1977, 10 mil dólares conseguidos por Ted Bafaloukos e Patrick Hulsey para a Produção do filme foram roubados por uma gangue de "rude-boys" no cofre do Hotel onde a equipe estava hospedada. Em meio uma chuva de tiros os produtores perceberam que não estavam com uma tarefa das mais fáceis nas mãos. Apesar da confusão generalizada, o filme Rockers foi filmado num clima de descontração, satisfazendo seus idealizadores, apesar de todas as dificuldades. Com diversos artistas de fama mundial participando do filme, o mesmo ganhou visibilidade rapidamente na Ilha e em diversos lugares do mundo, onde foi e continua sendo aclamado por público e crítica. Participaram do filme ninguém menos que Burning Spear, Jacob Miller, Gregory Isaacs, Leroy "Horsemouth" Wallace, Richard "Dirty Harry" Hall, Kiddus I, Leroy Smart, Ian e Roger Lewis (Inner Circle), a dupla Sly Dunbar & Robbie Shakespeare, Big Youth, Errol Thompson, Dillinger, Jack Ruby, dentre outros não menos importantes que fizeram do Rockers o maior filme sobre o Reggae já feito. Rockers conta uma história emocionante que se passa nos guetos da Jamaica, onde assim como diversos lugares do mundo os pobres são oprimidos pela minoria rica dominante. Não vamos contar mais sobre a história, para não perder a graça. Só assistindo e tendo as próprias emoções. Muito reggae, raízes e cultura podem ser vistos no filme que sem dúvida é título indispensável a qualquer amante do Reggae. Recentemente ele foi lançado no Brasil com legendas em Português e pode ser adquirido pelas principais lojas do ramo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Filminhos que assisti esses dias

"Inverno da Alma" Debra Granik
Trata-se do filme de menor orçamento (2 milhões) a conseguir uma indicação ao Oscar de melhor filme. Li isso em algum lugar, mas realmente esse filme é mesmo uma espécie de "country noir". Misturar gêneros, aparentemente distantes, e ficar bom, é de fato um talento. O caso é que além do roteiro ter sido muito bem construído, não dá pra ignorar a atuação de Jennifer Lawrence, em seu papel de uma jovem caipira de Missouri que, depois da morte de seu pai e com a mãe doente, passa a assumir o cuidado dos irmãos mais novos, ensinando-os a sobreviver nas montanhas, ao mesmo tempo em que precisar, sozinha, enfrentar uma vizinhança muito simpática (#not) que a vê como um problema para comunidade local e querem se livrar dela! Em geral, os personagens são muito originais e acabam sendo todos muito interessantes, no melhor estilo country, todo mundo só usa camisa xadrez. Destaque especial para as personagens femininas que, abrindo mão de uma caricatura de mulheres interioranas sem expressividade, a diretora conseguiu mostrar muito bem outra feminilidade passado naquele ambiente... ela revela uma outra conduta e uma outra ética assumida pelo feminino naquele determinado contexto, naquele determinado lugar. Boa parte do filme, a treta toda que a personagem da Jennifer tem que resolver se dá entre as mulheres, e nem por isso a história fica mais soft... muito pelo contrário.

"O homem que não amava as mulheres" David Fincher
Sem dúvida gostei do filme, mas é uma opinião pra lá de tendenciosa. Vamos colocar que a atriz Rooney Mara encanta na sua atuação. Sua personagem, a jovem hacker, punk, esquisita, Lisbeth, também é do tipo que enche meus olhos de orgulho. A direção do Fincher não deixa a desejar... achei maravilhosa a forma como montou a história toda. Já que se trata de todo uma longa jornada em busca da verdade, o filme poderia acabar virando um Código Da Vinci, mas não virou. Ufa. Gostei do filme e até comprei o livro (mas dei de presente).

"Drive" Nicolas Winding Refn
Meu companheiro de apartamento com quem assisti esse filme, para definir o que o diretor dinamarquês tentou fazer, arriscou classifica-lo como "artístico de ação". Pode ser que houve mesmo um casamento entre a arte e a ação. Achei que o filme tem uma áurea meio Donnie Darko, por transmitir todo o tempo aquela sensação de que algo estranho vai acontecer, e sim, acontece. Não que um avião tenha caído no quarto de alguém (como acontece no Darko), mas, entre todo aquele clima noir e arrastado, um garfo ser enfiado no olho de algum dos personagens que estava a tomar seu café, não é algo que se estava exatamente esperando. Fora as cenas de violência crua e fria, as duas horas do filme são de pura paixão pelo ator Ryan Gosling que belamente faz o papel de um dublê de filmes de ação que resolve proteger sua bela vizinha das mãos de uma espécie de máfia sanguinária que coloca a vida deles em risco. O personagem é o filme: meio vilão, meio justiceiro, meio herói, o legal é que ele mata com amor e é bem bonito.

"The limits of Control" Jim Jarmusch
Esse filme é sensacional. Em seus quase nenhum diálogos, e em seu quase nenhum sentido, em sua quase nenhuma história, o filme as vezes parece falar dele mesmo e talvez da morte da arte pela realidade. O realismo é sutilmente atacado durante o filme, em defesa de formas mais subjetivas de ver o mundo. Nada é aprofundado no filme, mas o tempo todo há grande investimento nesse argumento sobre real e imaginação. Com isso, nada no filme é palpável, incluindo o personagem principal, uma espécie de matador ou investigador americano que está mais para flâneur, vagando pelas ruas de alguma cidade da Espanha, tomando suas ritualísticas duas xícaras de café expresso, conhecendo lugares inusitados na cidade, observando a arte, imerso na falta de sentido da vida. No limits, no control. Bill Murray aparece no filme, bem no final, como um grande vilão. Fim da história.

"Dead Man" Jim Jarmusch
A-M-O esse filme! Certo que é um faroeste nonsense. Como assisti em janeiro, já perdi o time da escrita, sorry, mas precisava registrar aqui assim mesmo. Sobre esse filme eu posso apenas dizer que Wiliam Blake (Johnny Depp) viaja com Nobody, um sábio e misterioso índio que o ajuda após ter tomado um tiro. O caso é que não se sabe se Nobody é alguém e se Blake realmente viaja.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A year of hibernation


Youth Lagoon é uma ótica dica. E esse disco de 2011, "The year of hibernation", foi feito pra mim, porque 2011, menos do que gostaria, foi o ano da hibernação. O ano que fez parte dos meus últimos dois anos em que decidi ir até o fim, sem saber muito bem porquê, mas tentando cumprir um objetivo, estudar muito uma coisa, conhecer um pouco mais o que é Antropologia, que sempre mexeu tanto comigo. E foi experimentar um pouco disso que estou vivendo hoje. E pra falar a verdade, ainda não tenho certeza se fiz certo ou errado, não sei bem se isso sou eu realmente, mas mais do que saber se passarei minha vida como uma acadêmica ou se vou largar tudo pra ser garçonete num café, a questão é que foi o ano em que me dediquei à um projeto e as condições estiveram boas, foi legal. Está acabando, bem devagar, mas já posso sentir as mudanças. E tenho medo de ver o tempo passar, como todo mundo...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

4 ideias para contos

1- O Corpo

Personagem consegue um meio de transportar a dor do corpo e o sofrimento para outros compartimentos.

"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros."

 2- Família

Grupos de amigas vivem numa mesma casa e na convivência estabelecem um nível de companheirismo que não tinham na casa de suas famílias originais.

 3- When wild things become true

Um mundo onde animais, de todos os tipos, vivem como os humanos: estudam, trabalham, saem a noite pra balada, vão à academia, se casam, etc. No entanto, alguns animais desejam ser como outros animais, estão dispostos a acabar com sua própria natureza para isso.

4- Lábia encantadora

Um personagem que está sempre a mentir para as mulheres.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Shabaaaaaz


Totalmente sem tempo!, mas com uma lista gigante de sons pra escrever sobre o que senti e pensei quando ouvi. A vida tem sido tão corrida e cheia de abismos nos últimos dias, não estou conseguindo fazer nada direito. Além do mais, decretei que não vou mais escrever quando estiver com coração partido, porque nesta horas sempre me dá muita vontade de escrever no blog e postar música triste de amor. Como isso é muito chato e representa um padrão de comportamento, tenho que parar com isso.
O negócio é postar música boa e momentos neutros. Então vamos falar de rap.
Esse Shabazz é da Subpop Records (a mesma gravadora do The Postal Service, que todas amamos).
Parece que nos últimos tempos está rolando uma investida no rap/hiphop, ou o que me parece ser um "pos-rap". Acabei de inventar esse gênero, preciso pesquisar melhor sobre, entender o que está rolando com o hiphop hoje, cada vez mais macabro e cheio de referências ótemas, misturas e xamanismos.
Adoro. Esse som é DAHORA.
beijo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Downtown













Mudar do bairro pro centro é uma experiência radical em muitos sentidos. Por exemplo. Há tempos não ia ao supermercado e via pessoas tatuadas, piercing, hipsters, modernos, todos lá comprando suas cervejas e falando da balada na noite passada... isso é o centro. E sem falar dos casais gays andando de mãos dadas na rua e também das velhinhas com seus carrinhos de compras voltando pra casa. No bairro que morava antes é todo mundo meio "Sr. e Sra. certinhos", "compra do mês, bombril, essas coisas, sem muita variação entre um e outro. O centro é miscelânea de gentes onde agora me encontro pulverizada entre. Eu gosto disso. Agora pro meu novo quarto só preciso de cortinas na janela nova. Amanhã será meu primeiro dia na feira perto de casa. Tudo terá um novo jeito e um novo cheiro. Será que encontrarei curry por lá e outros temperos? Agora tenho que renovar meu estoque, pois quando me mudo não levo meus temperos comigo, deixo eles lá, penso como uma oportunidade para adquirir novos. A ideia de ir numa feira no centrão me deixa animada. Deve ter uns figuras por lá. É um contraste atraente e necessário, afinal, o cosmopolitismo também precisa de legumes. Esse é o lance todo. Amo.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Listas de achados nacionais em 2011

Ainda não parei pra fazer minha lista das melhores bandas de 2011, nem dos melhores filmes e nem dos melhores qualquer coisa. Por falta de tempo mesmo e de paciência. O que fiz foi ficar zappiando pela internet e vendo listas alheias, as quais nem sempre me agradavam pelo excesso de Crioulo e indie samba (como define meu amigo Paulo). Mas deixando de lado minha implicância com algumas idiossincrasias do cenário artístico musical, a parte boa é que nessa arqueologia das listas me deparei com bandas e projetos que ainda não tinha me dado conta esse ano, como São Paulo Underground, por exemplo - mais um projeto do pessoal do Hurtmold que prezo e confio. Então, diante de tantas novidades lançadas esse ano no Brasil, resolvi fazer aqui minha lista dos meus achados nacionais de 2011, baseado no critério musical desse blog -música estranha, bizarra, experimental, bonita, fora de moda e instingante. Então vai um ensaio de lista de última hora...

1. My Midi Valentine
Dueto alagoano de uma cidade chamada Araripaca. Demais né? Pra mim essa banda é excelente, nada a criticar e nenhuma implicância a ser feita, na minha opinião.


2. Ruido/mm - Introdução à cantina do sótão 
Banda experimental de Curitiba <3. Gosto deles porque souberam dosar no tom sombrio, que pra mim é muito importante haver em qualquer música. Essa banda é lindíssima. Quero ir no show já.


3. Ekundayo
Projeto em parceria com vários artistas brasileiros, entre eles um integrante do Hurtmold, M. Takara e tal. Album lançado pelo selo americano Ropeadope uma edição limitada de mil copias em vinil.

6. Sin Ayuda - Noise Reminders
Isso pra mim é verdadeiro rock lo-fi. Não sei se a ideia foi essa, mas senti grande influência de Mineral, Sunny Day Real State, Pin Up (SP), Superchunk, Pavement e várias outras bandas legais.Os caras são de Taubaté - SP.


7. Sobre a Máquina - Areia
Pós-Industrial, Dark Ambient.


8. Constantina - Haveno
Banda de BH que lançou disco lindo esse ano.



9. Lise - Qualquer Frágil Fio de Fantasia
Lise não podia faltar, pois tocou meu coração. Esse show foi aqui pertinho de casa, mas não pude ir.



10. Estrada 
Não vi esse cara em nenhum lista dos melhores de 2011! Rá. E esse é um motivo pra tentar considerá-lo aqui. Aparentemente pode ser meio brega, talvez, por causa das letras em portugues, mas achei tão bonitinho e a produção é independente. Achei tipo um indie rock meloso, meio Bon Iver do Brasil. Vamo vê.


Faltou um monte de coisa pra ouvir ainda.. mas acabou o ano... então, Feliz 2011 com música boa.
beijos

ah, alguns sites que consultei...
http://mtv.uol.com.br/musica/mtv-escolhe-os-melhores-albuns-de-2011
http://www.hominiscanidae.org/search/label/2011
http://www.altnewspaper.com/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Kidcrash


Kidcrash é a banda dos caras do Beirut, sem o Zach Condon, antes deles serem o Beirut e de gravarem "O Leãozinho", do Caetano Veloso, com sotaque.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma página do clássico zine Riot Rrrrl nesse fim de sábado...















>>>tradução livre: 
Oi, com licença, queria que você soubesse que eu não estou aqui para:
* sorrir
* agir como uma idiota
* esconder meu corpo
* fingir
* mentir
* ficar em silêncio
Para você e para tudo que eu faço eu faço para mim e eu não vou deixar você rir de mim, me molestar, abusar de mim ou me estuprar mais. Porque eu sou uma garota e eu e minhas amigas/namoradas não temos medo de você!
(do Fanzine Riot Grrrl)

"O termo riot grrrl remete a um estilo juvenil voltado para mulheres, cujo surgimento nos EUA é marcado, no início dos anos 1990, pelo lançamento, pelas integrantes da banda de rock Bikini Kill, do fanzine feminista 'Riot Grrrls'" (FACCHINI, Regina: 2008)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Camille Claudel















Hoje é aniversário de Camille Claudel, a maravilhosa escultora francesa, nascida no século XIX. Não entendo nada de arte e, sinceramente, não tenho nem parâmetro pra avalizar o quão boa é Camille, senão fosse pela quantidade de matérias que saem sobre ela em revistas e artigos de arte e por ter ido em 2006 ver uma exposição com suas obras. Lembro que o nome da exposição foi "Camille Claudel, a sombra de Rodin". Como se não bastasse, logo na entrada do museu, lá estava O Pensador, de Rodin e não O Beijo de Camille ou outra obra dela. Achei isto absurdo, como se transforma uma grande artista numa sombra? Na época eu trabalhava numa revista sobre violência contra as mulheres Intrasitabilidade e, então, aproveitei a ocasião para escrever uma crítica política à exposição de arte da Camille Claudel. Acho que foi uma das melhores coisas que já fiz na minha vida, pois muitas pessoas na cidade lerem meu texto e talvez essa questão da autonomia da artista ser por si só tenha vindo a tona com meu texto. Muitas coisas também aconteceram nessa época da exposição, sua história de vida me marcou muito. Por essas e outras que gosto tanto da Camille. Sentimentos conhecidos por mim. Ela sofreu tanto por amar Rodin que nunca a assumia publicamente, tendo sido ela amante dele por anos e anos, até que terminaram de vez e isso afetou a vida profissional da artista. Camille perdeu seus clientes, a maioria era contato de Rodin e como ela não tinha bom tato para o mundo da arte, o que subentende bajulações e puxa saquismos, hipocrisia e ego, ela foi ficando cada vez mais fora. Discriminada por ser mulher, por ter sido amante, ela foi suicidada pela sociedade. Camille enlouqueceu. Sua vida encerra num manicômio.
Essa história é tão triste. Não é que me orgulho desse fim trágico. As mulheres artistas sempre tem fins trágicos. Não gosto disso, inclusive, acho que ela deu bobeira não ter investido em si mesma. Mas no século XIX devia ser mais difícil para as mulheres terem esse tipo de atitude, se hoje ainda é! Se pelo menos ela tivesse conhecido a Gertrude Stein, tenho certeza que nada disso teria acontecido.
Abaixo deixo um link que conta muito bem a história dela. E tem um filme sobre ela também.
http://www.pco.org.br/con34146